Aquele garoto, dos olhos distantes apaixonado pelo mar...

Ele era lindo. Pele parda, olhos escuros, cabelo revolto, escuro também. Era alto, forte, apesar de não frequentar academia, aliás, o esporte dele era o mar. Nossa! O mar! 
Ele ficava ainda mais lindo quando estava lá, distraído em meio as ondas, dominando sua prancha, se deixando levar...
De longe, o sonho de toda garota. De perto um enigma.
 Luan... Sempre calado, sorrido de lado, olhos indecifráveis. Será que foi  isso que me chamou tanta atenção? Será que foi  isso que fez acelerar meu coração? Nem eu sei. Nem eu consigo entender. Uma amiga sempre me disse que olhar nos olhos nos faz enxergar além do que se pode ver. Estranho, não? Mas é certo. Sempre fui de olhar nos olhos, e sempre consegui enxergar além. Mas o Luan...Não recordo o dia em que o conheci. Mas não saiu de minha mente o seu  olhar distante, postura firme, difícil de decifrar. Era um desafio. Justamente por isso eu não quis me aproximar. Sabe aquelas horas que você acha melhor no silêncio ficar? Foi o que fiz, mesmo incerta se aquele garoto poderia me olhar... Mas a lembrança, Ah! A lembrança daqueles olhos ainda vem me atormentar, quando fecho os meus, ainda posso enxergar aquele garoto que, sem querer, sem nem mesmo imaginar, fez meu corpo quase que flutuar. Aquele garoto, dos olhos distantes apaixonado pelo mar...

Pra todo fim, uma fossa...E, depois o recomeço.

Já vi muito aquela frase bem clichê: ''Para todo fim, um recomeço.''
Ok, a gente tem mesmo que recomeçar levantar a cabeça, não importa  que tenha chegado mesmo o danado do fim. Porém, não adianta fazer a ''lady'' que não sabe de nada, não sente nada e tá tudo bem porque não está. 
Falo porque sei. Estou passando por um fim, sim, estou passando. Posso dizer que estou ''curtindo minha fossa'' e sabe o que é legal? A certeza de que eu tenho mesmo que passar por isso, pra lá na frente, ou deixar de ser trouxa ou ser trouxa de novo ué. O bom é que a vida tem disso até a gente aprender que depois que tu cai, tem que levantar, neguinho...Só que antes, não te priva de sentir a dor, não te priva de tomar um porre e chorar, não te priva de encher o saco das tuas melhores amigas falando do assunto, não tenta mostrar algo que não condiz com o momento. As vezes a gente faz a maluca e perde a compostura mesmo. Não se arrependa de ter tentado, de ter sentido, de ter chorado. Arrependa-se apenas de não ter tido a intensidade de viver, ou de sentir seja lá o que for. 
Agora, mantenha o cuidado, mesmo louca, sem dignidade e sem compostura, não perca a fé em si mesmo, e comece enxergando o que há de melhor em você, quando se começa a ver que alguns fins são necessários na sua vida para que possam chegar melhores começos, aí, meu bem, você levanta dessa merda que ta, respira fundo e REcomeça...
 
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