- TEMPO!

Quase madrugada e me pego novamente pensando em nós. Ficar sozinha tem suas vantagens, mas quando meu pensamento vai até você não fica nada legal. 
Sim, eu adoraria que estivesse aqui querido, me sinto inundada de saudade. perdida em todos os questionamentos sobre o pode estar se passando pela sua cabeça. E também se realmente ainda vale a pena sofrer tanto. 
Meu quarto ainda cheira a você. Nossas fotos ainda estão espalhadas por aqui. Me pergunto por um minimo momento se devia te procurar ou esquecer de vez essa historia toda. Ok, em todo caso a segunda opção é a mais favorável para mim. Repentinamente, meu subconsciente salta e grita: - TEMPO! Eu concordo. 
Justamente isto; tempo é o que eu preciso. Para esquecer, me curar, renovar as forças. Partir. 
Fecho meus olhos, respiro fundo e crio coragem. Não dá mais para estar dessa forma. Não posso amar aquilo que me destrói. Melhor deixar partir, melhor tentar relaxar e esperar. Jamais deixo de acreditar no amor. Posso lembrar de toda a nossa historia, mas quero fazer isso sem sentir falta, sem colocar o dedo na ferida, sem mexer. É hora do bom e velho merthiolate e do band aid. Pronto. Vai sarar. Tenho que ter fé que vai. Por enquanto vou aqui conversando com meu subconsciente e chegando a boa conclusão de que sim, a vida vai colocando as coisas em seu devido lugar e um dia alguém vai chegar para ficar, de verdade...

Ah o Natal!

Natal. Nascimento do menino Jesus. Aquele que veio para nós, por amor, para nos salvar de toda sequela do pecado. 
Para mim, época de nostalgia, de lembranças. De um balanço geral do ano. Temos sim, que festejar com Jesus porque é o aniversário dele. 
Engraçado é que o presente quem ganhamos somos nós. Não to falando dos amigos secretos ou da reunião em família que costumamos fazer, nem do Papai Noel (que ate hoje não sei quem inventou e particularmente nunca acreditei.). Nosso presente é o Deus que recebemos no nosso coração. 
Quando eu digo a alguém, Feliz Natal; desejo que essa pessoa receba o Deus menino em seu coração, desejo que as esperanças na vida sejam renovadas, que toda a dor seja cessada, que todo amor cresça. Quando digo Feliz Natal, eu desejo mais compreensão entre as pessoas, mas sossego, mais amigos, mais musicas legais, mais oração, mais fé, mais Deus, muito, mas muito mais amor...
Então, de todo o meu coração, hoje, Feliz renascimento, Feliz recomeço, Feliz aniversário de Jesus, Feliz Natal! 

Ponto final.

Eu precisava me despedir, já havia passado da hora. Estava inquieta. Te liguei. 
Imagino que você ficou surpreso por não esperar a ligação, mas atente no segundo toque:
- Oi! 
-Preciso urgentemente vê-lo. 
- Aconteceu alguma coisa? Você está bem? 
- Sim, estou. encontre-me no nosso canto. às 20h. Desliguei. 
Era decisivo pra mim. Eu daria o tão esperado ponto final para a nossa historia tão conturbada. 
Preparei meu apartamento, que chamávamos carinhosamente de ''nosso canto''. fiz um delicioso jantar, troquei os lençóis de cama, acendi velas de aroma. Deixei tudo impecável. 
Me arrumei. Coloquei um vestido tubinho preto bem decotado e com uma abertura na perna, amarrei os cabelos com um rabo de cavalo e calcei meus belos sapatos de veludo azul marinho. Estava pronta para um jantar amigável e para dizer de uma vez por todas a ele que não queria voltar a vê-lo a sós. 
Pontualmente, ele chega na hora marcada. Meu Deus, como ele está lindo! Jeans marcado, sapatos e camisa azul marinho, cabelo molhado, um cheiro; Ah esse cheiro...
Jantamos, rimos como antes, conversamos bastante. Era chegada a hora. 
-Baby, queria te ver hoje para dizer que todo o laço que tínhamos se desfaz agora. Preciso deixa-lo. Quero viver de verdade. 
-Não me ama mais?
-Sim. Amo. Só não posso mais fazer isso sozinha. Um dia há de me entender. 
-Essa é a sua vontade? Então pra que me chamou aqui? Podia ter me falado ao telefone! Levantou-se e foi em direção à porta. -que palhaçada! Preparou um jantar para de despedir? Bastava não me ligar, bastava disfarçar na frente dos outros. Eu não ia me importar! 
Sua voz foi suavizando e ele chegava perto de mim diante da porta. Eu estava paralisada. 
- Só queria que tudo terminasse em paz. Como tem que ser. Sussurrei. 
Ele se aproxima mais e me toca o rosto. -Me de esta noite então. Me diz suavemente.
-Não devemos.  Eu já estava tremendo. Ele me pegou pelos braços e me levou para o quarto. 
Fizemos amor. Talvez a nossa melhor noite. 
Já era manhã quando ele me acordou. Pronto pra ir embora. Disse-me docemente:
- Se é a sua vontade, eu estou cumprindo. Irei embora de sua vida de uma vez. Este é o ponto final de que precisávamos. Espero que você encontre alguém. Você vai ficar bem.

Como faz pra não sentir, eim cérebro?

Qual é a parte na nossa mente que manda no que a gente sente? Perguntei a uma amiga quando conversávamos sobre sentimentos.
Nosso cérebro é e tanto. Conseguimos armazenar muitas informações, comandamos os movimentos do nosso corpo, estando dormindo ou acordados, nosso cérebro vai fazendo seu trabalho.Tivemos  conhecimento para inventar teoremas, ir à lua, criar meios de comunicação, locomoção, conhecimento, saúde...
Nós mulheres, por exemplo, conseguimos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, temos uma capacidade de observação incrível (inclusive, acho que quem inventou o FBI foi uma mulher. Se eu ver por ai em alguma pesquisa que foi um homem, ainda assim acreditarei que foi alguma mulher que deu a ideia), pensamos em tudo que fizemos e no que vamos fazer. Os homens então, grandes inventores de maquinas maravilhosas e com uma capacidade de dirigir ótima.
Mas enfim, ai é que esta. Não conseguimos controlar aquilo que sentimos. Raiva, ciumes, saudades, tristeza, tédio, alegria, euforia, paixão, sofrimento. Tudo isso a gente até sabe o que é, mentalmente detectamos tudo isso, mas não controlamos. Nos casos ruins, como a gente fica? Bem que podia ter um botãozinho pra gente eliminar, jogar no balde de lixo tudo o que a gente sente que não serve. Só que não tem. 
Para quem tem a capacidade de fingir que está tudo bem quando não está, parabéns, mais uma habilidade cerebral. Mas quem não tem, como fica? Como faz pra não sentir, eim cérebro?

Alegria, alegria.

Sim, ele era encrenca, das boas.
Eu sabia o que estava fazendo, ele também: estávamos fazendo uma coisa errada.
 Gostei da luz, dos olhos dele. Gostei que estava me encantando, gostei de não poder me encantar e mesmo assim estar me encantando.
 Apesar de todo esforço, meu poder era uma ilusão. Apesar do desprendimento, eu me enganava o tempo todo.
Nada de alegria, alegria. Ele fecha a porta e volta para sua vida real. Para os dois, porque ele não era egoísta: tristeza, tristeza.
 Alegria, alegria. Eu me implorava. E dá para sentir isso o tempo todo? Eu me cobrava tanto ser feliz que às vezes perdia a noção de que já era. Fugir da felicidade ou fugir com ela?
 Num ímpeto de tesão, ou talvez após um trabalho de consciência confusa que, por preguiça, acabava se decidindo impulsivamente, respondi ao e-mail dele: sim, senhor. Vamos para onde o senhor quiser, a hora que desejar e na posição que preferir.
Nem todas as histórias precisam ter virgens pálidas chorando às margens de um mar de espumas. Nem tudo precisa ser romance tuberculoso. Alegria, alegria.
A felicidade, assim como a bebedeira, vai e vem. A felicidade, assim como o sexo, entra e sai. A felicidade, assim como ele, era impossível. Mas não é pra tentar ser feliz que a gente vive? 

Autor desconhecido. 


Falar é muito fácil, meu bem, difícil mesmo é se apaixonar!

Deixe de ser besta! Não vale à pena chorar. Ele não merece você. Como é que você pode gostar desse cara? Ele não vale nada. Você vai se arrepender. Pare de se passar! Eu avisei pra não voltar  com ele. Vá viver sua vida! 
Quem nunca ouviu alguma dessas frases, pode atirar a primeira pedra. Eu? já estou cansada de ouvir. 
Já não penso mais em responder. Na maioria das vezes ouvimos isso de pessoas próximas; gente que conhece e sabe o quanto as vezes nos sacrificamos por quem não demonstra o mínimo de reciprocidade.
Se estão certos quando nos falam isso? Sim, estão. Mas e nós apaixonados, o que fazemos nessa hora?
Sabemos bem que não dá pra esquecer em pouco tempo alguem que fez parte de nossa vida. Sabemos que somos bobas, que muitas vezes choramos de saudade, ligamos quando estamos bêbadas, queremos saber se a pessoa esta bem. E pior, nos submetemos em muitas vezes ficar com essa pessoa novamente; sabendo que não vamos a lugar algum. Muitas vezes temos essa plena certeza de que estamos remando contra a correnteza e que uma hora ela vai nos levar na direção dela. E ainda assim, insistimos. O que temos que aprender? Que não existe relacionamento se você ama sozinho. O que temos que aceitar? Que perdemos, que a vida continua e que pode sim aparecer alguem legal depois de toda a merda. Por que custa? Porque estamos apaixonados demais pra perceber isso. 
Falar é muito fácil, meu bem, difícil mesmo é se apaixonar por quem não te quer. Difícil mesmo é conter a correnteza. Se apaixona pra ver!  

Morena, menina.



Morena, menina, serena.
Chega de mansinho e rouba a cena. 
Morena, menina, louca. 
Não tem vergonha de ser feliz,
 gosta de boa música, dança.
E canta ate ficar rouca. 
Morena, menina, forte
sabe lidar com as situações 
chatas dessa vida sem duvidar da sorte. 
Tem fé que seus planos vão dar certo. 
Gosta de ter quem ama por perto. 
Morena, menina, mulher. 
Tem essência , tem amor, sabe bem o que quer. 
Morena, menina, mulher.
Nunca vai perder a fé, pois 
tem Deus á frente de tudo lhe mantendo de pé. 

Não tenha medo de ser.

Quem faz sua índole é você. O que pensam ou falam ao seu respeito não é um problema seu. 
Ocupe-se em se sentir bem e feliz consigo mesmo. Queira cuidar do corpo e principalmente da mente. 
Saia pra caminhar, leia bons livros. Tenha bons amigos com quem você possa contar.
Organize sua vida em caixas; e se a do passado não valer à pena lembrar, deixe pra lá. 
Pegue a dos seus sonhos e abra, mexa, realize. Não tenha vergonha de se sentir uma menina, não tenha medo de encarar ser uma mulher, se faça uma profissional de respeito e a amiga mais presente que alguem puder ter. Faça por quem você ama, aquilo que deseja que seja feito também a você. 
Não tenha medo de ser. 

E por falar em saudade, onde andas meu amor?

E por falar em saudade, onde andas meu amor?
Esse negocio de se acostumar com ausências não é pra mim. 
Costumo dizer que a gente só sente falta daquilo que foi bom, que marcou, alias, que marca a nossa vida. 
Eu sinto saudades de você, baby. Sinto falta de nós. É inegável. 
As vezes me pego parada distraída nos meus bons pensamentos de nós dois. Não minto, viveria tudo outra vez. E tua ausência? Machuca. Dá um misto de dor, com vontade de largar o orgulho dentro de uma caixa e ir embora te buscar... E te trazer de volta. Mas como? não sei onde andas meu amor. Juro, se eu soubesse, iria te buscar. Não te exigiria ficar, mas arriscaria passar ao menos uma noite, pra matar um tiquinho dessa saudade filha da puta! 

Compartilhando pensamentos sobre ''Perdão''

Acordei com uma palavrinha que encasquetou na minha cabeça: PERDÃO. 
Seis letras e tanta coisa guardada... 
Busquei significado cientifico e encontrei escrito assim: '' Conceder perdão, renunciar a punir; absolver.Ver sem despeito, sem inveja, sem raiva.'' 
Refleti sobre esse significado e durante meus afazeres do dia, um filme foi passando pela minha cabeça. 
Será que perdoar é tão simples como escrever a palavra e seu significado? Eu de fato sei o que é isso? 
Essas e tantas outras perguntas correram em meu pensamento e junto com elas todas as vezes em que eu precisei usar a força dessa palavra.
Pude depois de muito tempo criar um conceito, digamos que sentimental, para o perdão. 
Pra mim,  perdoar é um ato de amor. Querer não sentir raiva e vontade de punir àquele que nos machuca, já diz muita coisa. 
Me deu vontade, depois de tantos pensamentos sobre tudo o que me aconteceu; de pedir perdão aos que por ventura eu tenha magoado. E de conceder o perdão a quem tanto me maltratou. Eu sei, ainda tenho muito o que aprender sobre esse assunto, ainda sou daquelas que não esquece dos fatos. Sobre perdão, confesso, significado eu já sei e colocar em pratica é o mais importante. Isso sim é o que eu quero de verdade aprender. 

Meu amor menino

Que chegou sem querer, quase sem se notar.
 Foi chamando a minha atenção devagar. 
Quando vi já estava lá, olhando seu rosto,
 o tocando devagar, sem saber se o deixava ir ou ficar. 
Meu amor menino, tão novo, tão quieto,
 misterioso, malicioso. Me roubou sorrisos, beijos,
 chamego, lagrimas e meu sossego.
 É doce e azedo, é tranquilidade e medo,
 é pudor e safadeza, gargalhada e pura tristeza.
 Meu moleque amor, me mostrou o que é perder os receios
 e perder a postura, vive comigo romance e aventura. 
Me faz chegar ao céu de olho fechado.
 Me enrosca todinha num abraço.
 Me olha com fogo e me deixa sem folego quando me faz mulher.
 Meu Branco, que chamo de meu Nego é no teu aconchego que eu gosto de estar. 
Meu amor menino, se ainda assim tu for embora, no meu coração há de ficar. 

O mar. Ah, o mar!

Sempre fui uma garota tranquila. Gosto de ficar no meu canto, gosto de estar no meu quarto sozinha, ás vezes, só pra deitar no chão, colocar os pés na parede e ficar ali no meu lugar. Ah, por falar em lugar que gosto de estar, tem a praia. Ver o mar... Como é gostoso sentar frente ao mar e sentir a brisa leve, o cheirinho daquela água salgada, ouvir o barulho das ondas...Esse sim é lugar pra me cativar, me encantar. 
Minha paixão pela praia tinha um motivo doce: me sentir mais perto de Deus. Hoje então tenho mais um motivo pra amar o mar. Esse ''motivo'' tem nome, endereço, olhar misterioso, um sorriso tímido que me deixa toda vermelha, voz gostosa de ouvir, ombros largos, mãos bem desenhadas e braços fortes que carregam uma prancha de surf. Sim, ele assim como eu, tem um caso de amor com o mar. 
Como o conheci? Através de amigos incomum. O dia eu nem lembro; lembro mais de como minhas mãos começaram a suar, e minhas bochechas coraram em poucos segundos. Isso aí pra mim foi sinal de alerta! Se nos aproximamos? Sim! Eu tímida, ele pior ainda. Compartilhamos nossos sorrisos nervosos e corados. Depois, entrelaçamos as mãos, com um tempinho, chegaram os abraços. Depois como que sem esperar, nos beijamos. Pois é, deu merda. Meu coração estava querendo saltar, juro que por essa nem eu esperava. O que vem acontecendo depois? Na verdade nem eu sei. Depois que nossos olhos se cruzaram, meu raciocínio pratico pra resolver as coisas ficou em pausa. Não posso ouvir palavras como: mar, areia, surf, praia. Meu coração bate forte e meus olhos rapidamente fecham e imaginam o meu ''garoto do mar''. Se eu to apaixonada? Pergunta difícil. Ele é mistério, eu sou timidez. Por enquanto fico por aqui, com meu amor pelo mar e gostando ainda mais de ver como o meu menino misterioso gosta tanto de estar nesse lugar. Se tiver de dar tudo certo, tenho fé. Dará! Ai sim, seremos nós, o amor e o mar. 

Baby. Infelizmente, é chegada a hora.

Desistir. Se desfazer. Deixar pra lá. Olhando assim, tão simples, tão fácil... Mas quando se trata de algo que você não quer deixar, como faz?
Eu tinha me decidido lutar por você. E lutei, fui até o fim, tirei forças de onde não havia mais. Falei tantas vezes que estava disposta a te aceitar do seu jeito só pra ter você por alguns instantes, só pra ser sua naqueles instantes lá. Mas é chegada a hora de enxergar que não da mais pra remar contra a maré. Eu fui sim, mulher suficiente pra comprar briga ate comigo mesma pra ter. Fiz coisas que eram até contra minha índole só pra ficar um tiquinho mais perto de você. Meti os pés pelas mãos, me feri, me lasquei toda, mas lutei, assim como prometi. E estou tentando sair dessa historia que não deu em nada, por amor a mim. Pela primeira vez, por amor a mim. Não quero mais ser só desejo, nossa história esta em reticencias há tempos Baby, tenho que pôr um ponto final. Se eu disser que é isso que quero fazer, estarei mentindo. Vou tentar, por necessidade, por cansaço, por amor. 
Quero guardar aqui só o lado bom, do nosso ''não sei o que''. Aqui, quero continuar a fechar os olhos e lembrar do teu rosto de moleque, do seu olhar. Do nosso jeito de se olhar. Quero lembrar do teu sorrisinho de canto de boca, das mordidas, das brincadeiras, das tardes de filmes (que eu nem lembro de ter assistido), das noites em claro conversando. Nunca vou esquecer do nosso cantinho, de você laçado entre minhas pernas, das musicas... Ah baby! Sem contar que nossas loucuras sempre foram as melhores! Sim, eu vou fechar os olhos e rever na minha mente os nossos beijos ardentes, nossa sede de fazer amor, aliás, você não tinha noção de hora e de lugar né moço? Vou sorrir todas as vezes que eu lembrar do teu cheirinho, do teu carinho comigo, e do ''foi o que eu pensei'', que me dava raiva de ouvir. É isso que eu vou guardar; toda intensidade, toda a verdade, todo sentimento, toda a felicidade que a gente teve junto. Todo fogo, que eu sei que a gente ainda tem. Melhor guardar do que caminhar sem direção. Não sei ainda como faz esse negocio aí de deixar pra lá, mas tentarei Baby. Infelizmente, é chegada a hora.E pode deixar, pode passar mil anos, eu serei ainda, sempre sua. Um dia, eu sei, vou me entregar a outro amor, mas o que nós fomos, só nos pertenceu e ficará guardadinho. Por agora, vou cair fora, numa boa. Eu acho.. 

Será que poderia ser diferente?

Sabe quando você pensa que algo poderia não ter acontecido na sua vida se atitudes diferentes fossem tomadas? Pois bem, é justamente isso que me vem na cabeça há meses. 
Há quase cinco anos eu tinha um melhor amigo. Sim, um melhor amigo homem em quem eu podia cegamente confiar. Uma pessoa que partilhou comigo momentos bons e ruins, que ria alto comigo no meio da rua, que bebia ate cair e não tinha essa de se levantar na hora não, riamos ali no chão mesmo! Tínhamos  nosso jeito único de se falar, apelidos estranhos e um modo de se olhar só nosso. Eramos amor, cumplicidade, estresse e alegria.  Vivíamos muito bem,  um ajudando o outro, um sendo feliz com o outro, sendo bons amigos. E como num passe de magica tudo isso se desfaz. 
Nós não podíamos fazer isso com a gente, com o nosso amor, com nossa amizade. 
Começamos a namorar. Eu com minha carência excessiva e uma historia mal terminada. Ele cheio de medos e calejado pelos outros relacionamentos. Juro, a unica coisa que nós dois queríamos era ser feliz.  Achamos que nada destruiria aquela nossa amizade de sempre. E tentamos. Não deu. Por quê? Confesso, ate hoje eu não sei. Fico pensando nisso o tempo todo, tantos porquês, tantos talvez...
Vi minha amizade se desfazer, meu amigo, aquele que todos os dias estava comigo, não esta mais. Sei, talvez eu tenha falhado, talvez nossas atitudes como casal não eram suficientes. Mas repito, pelo menos por mim, so queria ser feliz. E não fui, não estou. Tudo isso me fez repensar, temos que saber sempre como agir. Pra não ferir e não ser ferido. Pense. Antes de qualquer coisa, pense em como as coisas podem ser mais simples e mais diferentes se você agir com prudencia. Por amor a si mesmo e por amor ao outro. 
Eu? Queria apenas uma chance de ter o meu amar amigo de volta. E se eu tivesse como voltar tudo e fazer diferente, eu faria. Não por me arrepender de tudo o que vivemos, mas porque há pessoas que vão embora da nossa vida sem a gente querer que vá. 
 
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