Que chegou sem querer, quase sem se notar.
Foi chamando a minha atenção devagar.
Quando vi já estava lá, olhando seu rosto,
o tocando devagar, sem saber se o deixava ir ou ficar.
Meu amor menino, tão novo, tão quieto,
misterioso, malicioso. Me roubou sorrisos, beijos,
chamego, lagrimas e meu sossego.
É doce e azedo, é tranquilidade e medo,
é pudor e safadeza, gargalhada e pura tristeza.
Meu moleque amor, me mostrou o que é perder os receios
e perder a postura, vive comigo romance e aventura.
Me faz chegar ao céu de olho fechado.
Me enrosca todinha num abraço.
Me olha com fogo e me deixa sem folego quando me faz mulher.
Meu Branco, que chamo de meu Nego é no teu aconchego que eu gosto de estar.
Meu amor menino, se ainda assim tu for embora, no meu coração há de ficar.


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